Este livro não é opcional.
Se tem filhos, leia-o.
Se foi criança, leia-o.
Se alguma vez se sentiu sem força, sem nome, sem chão, leia-o.
Se já acordou com uma nuvem presa ao peito, leia-o.
Se ama alguém que luta com a tristeza, LEIA-O.
Se não entende a depressão, leia-o.
Se entende demais, leia-o duas ou três vezes.
A Amiga Cinzenta não é um livro.
É um espelho.
É um abraço.
É uma corda lançada a quem acha que se está a afundar em solidão.
Vai estar à venda.
Mas devia ser parte de uma receita médica.
Devia vir nas mochilas das escolas.
Devia estar em cada mesa de cabeceira.
Leia-o. Agora.
Por si.
Por quem ama.
Por todos.
Li este livro com o meu filho ao colo. Ele tem sete anos.
A meio, parou e perguntou: «Mamã, tu também tens uma amiga cinzenta?».
E eu chorei. Chorei baixinho, para não o assustar, porque percebi que ele a viu em mim e eu nunca lhe tinha falado dela. A Amiga Cinzenta é daqueles livros que deviam estar em todas as casas, em todas as escolas, em todas as mãos. Se há um livro que pode abrir espaço para conversas que salvam, é este. É um livro que faz o que os melhores livros fazem: transforma-nos.
De uma mãe que leu o livro.
Este livro explicou à minha filha o que nem eu sabia explicar.
Deu-lhe palavras para perguntar. E deu-me coragem para responder.
Se é pai, se é mãe, se ama alguém, este livro é obrigatório. Há dores que crescem no escuro, e este livro acende uma luz. Há crianças que já sentem o peso, e pais que já o carregam há tempo demais. No meio disso tudo, está este livro. Pequeno por fora. Enorme por dentro.
De um pai que leu o livro
Eu li o livro e chorei um bocadinho, mas foi bom.
A menina cinzenta parece a coisa triste que às vezes vem quando ninguém me vê.
Ela senta-se comigo e não diz nada. E eu também fico calada. No livro, percebi que ela vai embora se eu abrir a porta. Mesmo que seja só um bocadinho. Depois mostrei à minha mãe. Ela ficou quieta e abraçou-me. Disse que também tinha uma amiga dessas. Agora já não tenho tanto medo. Se alguém estiver triste, eu vou dizer para ler este livro.
De uma criança que leu o livro
| ISBN | 9789895816514 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 48 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Oficina do Livro |
| Categorias |
Livros > Infantil > 7-9 Anos > Literatura
Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães em 1979. É escritor, jornalista, formador na área da escrita criativa e orador. Com quase 40 livros publicados, é um dos autores mais lidos em Portugal e em países como a Itália, o Brasil ou o México, com vendas superiores a um milhão de cópias em todo o mundo. Vencedor do Prémio Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura em 2006, é o fundador do Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Além da escrita, é palestrante e autor da stand-up tragedy «Sim, Eu Empurro Portas que Dizem Puxe», com a qual tem percorrido o país. |


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