A vida contemporânea, com a sua enorme complexidade tecnológica, coloca o Direito perante desafios em que as velhas questões surgem com novas vestes.
A quem serão atribuídos os bens digitais do de cujus?
Estaremos perante um problema a resolver no âmbito do Direito Sucessório?
Eis as questões a que este estudo visa dar resposta”.
Índice
1. O problema e as formas possíveis de solução.
2. Os bens digitais.
3. Transmissibilidade por morte de bens de caráter pessoal justificada à luz das regras “tradicionais” do direito português: em particular, o caso da correspondência do de cujus. A sucessão nos bens digitais e o problema do respeito pelo direito à reserva da intimidade da vida privada do de cujus (art. 80.º CC e art. 26.º CRP).
4. A tese que vê os bens digitais de caráter pessoal como manifestações dos direitos de personalidade unicamente sujeitos ao respetivo regime e a sua crítica. A dificuldade prática de distinção entre conteúdos digitais pessoais e patrimoniais e as particularidades inegáveis dos bens digitais no fenómeno sucessório.
5. O problema da tutela do direito à reserva da intimidade da vida privada dos destinatários das comunicações do falecido .
6. Vantagens invocadas no sentido da admissibilidade da herança digital: relevância prática do problema.
7. O “legado” de palavra-passe e o mandato post mortem exequendum como expediente aconselhado pelo notariado italiano para “contornar” algumas dificuldades práticas colocadas pela herança digital.
8. Problemas levantados pelas condições contratuais de prestação de serviços digitais no âmbito da sucessão em bens digitais.
8.1. As condições contratuais de prestação de serviços digitais quanto à transmissibilidade por morte da posição contratual. O problema da ausência de liberdade de negociação e a solução dos EUA.
8.2. As condições contratuais de prestação de serviços digitais quanto à transmissibilidade por morte da posição contratual, as regras da sucessão legitimária e a proibição de pactos sucessórios.
9. A herança digital na lei francesa e na lei espanhola.
9.1. Direito francês.
9.2. Direito espanhol (direito comum e direito catalão).
10. A herança digital no direito português.
10.1. A “sucessão informacional” no direito português: quem pode aceder aos dados pessoais do titular falecido?
10.2. O “testamento digital” no direito português.
10.3. Os direitos de personalidade, a proteção de dados pessoais e a sucessão por morte no direito português: articulação do regime aplicável e motivações dos herdeiros para acederem aos dados pessoais do de cujus.
Conclusões
Bibliografia.
Jurisprudência Consultada.
Pareceres da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos.
| ISBN | 9789899312425 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 149 |
| Capa | Brochada |
| Editora | AAFDL Editora |
| Categorias |
Livros > Direito > Direito Civil
Daniel Silva Morais
Licenciado (1999), Mestre (2004) e Doutor em Direito (2015) pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é Professor Auxiliar do grupo de Ciências Jurídicas da mesma Faculdade, com nomeação definitiva (09/2020). Exerce a função académica de membro suplente do Conselho Científico (desde 2015). Regeu as disciplinas de Direito da Família e Direito Sucessório, no âmbito da licenciatura em Direito, e, no Mestrado em Direito e Prática Jurídica, as disciplinas de Direito dos Transportes, Direito dos Transportes Terrestres I (transporte rodoviário), Direito dos Transportes Terrestres II (transporte ferroviário) e Direito dos Menores. Foi, igualmente, corregente da disciplina de Direito Civil III (Direito da Família e das Sucessões), no âmbito do Mestrado e do Doutoramento em Ciências Jurídico-Civis em conjunto com o Professor Doutor Carlos Pamplona Corte-Real. Lecionou também, enquanto assistente, as disciplinas de Introdução ao Estudo do Direito, Direito Internacional Privado e História do Direito.É autor de diversas monografias e artigos sobre temáticas de Direito Sucessório e de Direito da Família, área na qual realizou a sua investigação de Mestrado e de Doutoramento. Colaborou em anotações aos Códigos Civis de 1867 e 1966, em matérias de Direito da Família e de Direito Sucessório. É, ainda, avaliador de artigos científicos da Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Lisbon Law Review e da Revista Electrônica de Direito do Centro Universitário Newton Paiva. A par da sua atividade docente, tem realizado diversas conferências, em Portugal e no estrangeiro (Índia – Goa, Brasil – Palmas), com particular incidência em temáticas de Direito da Família e de Direito Sucessório, sendo, desde 2019, o Coordenador Executivo do Curso de Pós-Graduação em Direito das Crianças, Família e Sucessões, organizado pelo Centro de Investigação de Direito Privado da Faculdade de Direito de Lisboa, do qual é investigador. A sua obra engloba, ainda, incursões em matérias de Direito Aéreo, Direito Ferroviário, Direito Internacional Privado, Introdução ao Estudo do Direito e História do Direito.
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