«A Selva é um livro excecional que se escreve de uma só vez na existência de um romancista: a narrativa matricial, cântico, elegia, tragédia, diário de suplícios e deslumbramentos» ? Urbano Tavares Rodrigues
«Evocado dali, Portugal era uma quimera, não existia talvez. Pequeno e lá longe, os que o levavam na memória não estavam certos se viviam em realidade ou se sonhavam com a narração dos que tinham voltado das descobertas.»
Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna, A Selva, notável epopeia sobre a vida dos seringueiros na selva amazónica durante os anos de declínio do ciclo da borracha, foi lida e amplamente elogiada por nomes que vão desde Jaime Brasil (Livro único na literatura de todo o mundo) a Agustina Bessa-Luís (obra-prima) e Jorge Amado (clássico do nosso tempo), não passando igualmente despercebida a grandes figuras da literatura internacional, como Albert Camus (estilo sinuoso e sugestivo, como uma vegetação exuberante de termos estranhos e maravilhosos. Livro inesquecível), Blaise Cendrars (brilhante e ardente estilista), seu tradutor francês, ou Stefan Zweig (admirável romance).
| ISBN | 9789896231965 |
|---|---|
| Ano | 2014 |
| Número de páginas | 264 |
| Capa | Brochado |
| Editora | Cavalo de Ferro |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Ferreira de Castro
José Maria Ferreira de Castro (1898–1974), oriundo de uma família de camponeses pobres, fica órfão de pai aos oito anos e emigra, em 1911, com a instrução primária concluída, para o Brasil, onde não tarda a ser expedido para o interior da selva amazónica. Permanece ali quase quatro anos. Regressa a Portugal em 1919. Vive períodos de absoluta miséria e passa dias inteiros sem comer quando reinicia a sua dupla faina de repórter e escritor. Publica, em 1928, o romance Emigrantes e, em 1930, A Selva, acompanhados de estrondoso êxito nacional e ainda no estrangeiro, onde a literatura portuguesa pouca expressão tinha. Seguir-se-á, a um ritmo regular, a publicação de outros romances: Eternidade (1933), Terra Fria (1934) e A Lã e a Neve (1947). No período imediato ao pós-guerra, Ferreira de Castro torna-se um dos autores mais lidos em Portugal e no estrangeiro. As suas obras estão editadas com sucesso em mais de dez línguas (em França é traduzido por Blaise Cendrars) e, com a 10.ª edição de A Selva, atinge a fasquia de meio milhão de exemplares vendidos em todo o mundo com um só livro. A fama e o reconhecimento do autor não mais cessarão de crescer. Nos anos 1950, publica o romance A Curva da Estrada e, entre outras obras, a famosa novela A Missão. De 1968 data o romance O Instinto Supremo, no qual o autor regressa ficcionalmente à selva amazónica. Ferreira de Castro, uma das figuras cimeiras da literatura portuguesa, foi diversas vezes proposto para o Prémio Nobel e outras tantas recusou sê-lo em prol de outros escritores portugueses. |


Reviews
There are no reviews yet.