Paladino da liberdade de pensamento, da discussão crítica e do estudo fundamentado dos problemas, tendo sempre pugnado pela regeneração política e moral, e recusando-se a aceitar a resignação fatalista e a subserviência medrosa, Ramalho Ortigão, com As (suas) Farpas, legou-nos páginas que denotam uma espantosa ─ e deveras preocupante ─ actualidade.
Com este volume publica-se pela primeira vez uma antologia d’As Farpas que integra exclusivamente textos de índole política ─ ou que incidem sobre a política, nas suas múltiplas facetas, e os políticos, com os seus tremendos vícios e as suas perenes misérias…Inclui crónicas que Ramalho publicou no jornal O António Maria e que não constam da primeira edição d’As Farpas, tal como textos que escreveu após a implantação da República e que seriam publicados em livro postumamente, num volume intitulado Últimas Farpas.
| ISBN | 9789725594193 |
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| Ano | 2020 |
| Número de páginas | 350 |
| Editora | Manufactura |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Ciência Política
Ramalho Ortigão
Ramalho Ortigão foi escritor e jornalista. Nasceu no Porto, onde foi criado pela avó, e estudou Direito em Coimbra, não tendo, porém, acabado o curso. Foi professor de Eça de Queirós, com quem escreveu um dos primeiros livros policiais da literatura portuguesa. Com Eça também fundou mais tarde As Farpas. Com Antero de Quental bateu-se em duelo, à espada, por causa de uma contenda decorrente da Questão Coimbrã. Figura destacada do século xix, literário e intelectual português, e, em particular, da Geração de 70, foi um ilustre membro do grupo dos “Vencidos da Vida”.
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