«O brutalismo baseia-se na profunda convicçãode que o vivo e as máquinas deixaram de sedistinguir. A matéria é a máquina dos nossosdias, o computador no seu mais amplo sentido,bem como o nervo, o cérebro e toda a realidadenuminosa. É nela que reside a centelha do vivo.Doravante, os mundos da matéria, da máquinae da vida serão indestrinçáveis.»
Brutalismo (2020) é uma reflexão acerca da derradeirametamorfose do neoliberalismo em colonialismo à escala global.
Para o autor, a humanidade acaba de entrar na sua última era— demolidora e brutal, produtivista e obscura como a escolaarquitectónica que lhe dá nome —, uma era em que qualquerordenamento humano se rege pela computação e o algoritmo, emque todas as esferas da existência foram conquistadas pelocapital, em que tudo converge para uma unificação planetária semprecedentes. Perante o pacto entre política, tecnologia e biologiaque intervém no âmago das nossas vidas, exercendo umainsidiosa violência sobre o ambiente, os corpos e as mentes, numambicioso e descontrolado projecto de transformar a humanidadeem matéria e energia, Achille Mbembe apela a uma refundação dosentido de identidade, comunidade e solidariedade.
| ISBN | 9789726083900 |
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| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 256 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia > Ciências Sociais
Achille Mbembe
Referência na área dos estudos pós-coloniais, Achille Mbembe(n. 1957) é professor de História e de Ciência Política na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e lecciona naUniversidade Duke, nos EUA. Um dos pensadores contemporâneos mais prolíficos e activos, tem uma extensa obra publicada sobre história e política africanas, na qual explora os temas dopoder e da violência. É autor, entre outros ensaios, de De la postcolonie — Essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine (2000), Sortir de la grande nuit — Essai sur l’Afrique décolonisée (2010), Crítica da Razão Negra (Antígona, 2014) e Políticas da Inimizade (Antígona, 2017).
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