O melhor Enrique Vila-Matas regressa ao registo do celebrado Bartleby & Companhia com um livro sobre livros, sobre a impossibilidade de escrever e sobre o sentido último da escrita.
Vidal Escabia, o protagonista desta história, selecionou setenta e um livros num quarto escuro da sua casa no intuito de escrever um cânone deslocado, intempestivo e inatual, dissidente dos oficiais. Todas as manhãs escolhe ao acaso um deles e traz à luz um fragmento destinado ao cânone, mas o que a sua leitura desentranha influi na sua vida e também na sua escrita.
Crescem as suspeitas de que o narrador de Cânone de Câmara Escura seja um androide, um Denver-7 infiltrado entre as pessoas comuns de Barcelona, ou, pelo contrário, utilize o cânone para dar sentido à sua vida perante o amor desorbitado que sente pela filha ausente.
Um Vila-Matas extremo que vai mais além na sua indagação sobre o não-sentido, o simulacro e a ficção como estranhas formas de vida, e também na sua visão da arte literária como transmissão, colaboração e modificação de ideias alheias. Uma busca, em suma, de um sentido último da escrita, ao mesmo tempo que se exploram temas como o duplo ou a ausência infinita que deixam aqueles que amamos, «a mesma ausência que Eurídice deixou a Orfeu e da qual muitos julgam que a escrita nasceu».
| ISBN | 9789722087353 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 192 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Dom Quixote |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Enrique Vila-Matas
Enrique Vila-Matas (Barcelona, 1948) é um dos mais consagrados escritores espanhóis da atualidade. |


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