A história dos amores de Zelótipo e Eufrosina, contrariados pela vontade do velho pai, teria dado em Camões uma elegia e em António Ferreira uma tragédia. Vasconcelos, seguindo a via da Comédia Nova, a comédia de costumes, oferece-nos um final feliz em que o amor e a juventude triunfam contra as razões de Dom Carlos, numa “utopia” optimista reflectida no espelho encantado das águas do Mondego.
Na Comédia Eufrosina confluem a linguagem culta e erudita dos humanistas e a linguagem popular. A primeira advém da educação cortesã do escritor, espelhando um elevado nível de erudição, patenteado a cada passo através das sentenças e máximas oferecidas pelos autores da antiguidade; a segunda é bebida no saber do povo, no refraneiro e nos provérbios.
A obra está intrinsecamente imbuída do espírito da expansão portuguesa, numa situação em que os portugueses, vivendo entre os esplendores da Lisboa do século XVI, atravessavam em pensamento os caminhos do mar para o Oriente.
| ISBN | 9789729795015 |
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| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 240 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Teatro Maizum |
| Categorias |
Livros > Artes > Teatro
Jorge Ferreira de Vasconcelos
Jorge Ferreira de Vasconcelos nasceu na segunda ou terceira década do século XVI, não se conhecendo, contudo, uma data precisa. Seu pai, António Dias Pereira, era natural de Coimbra. É referido que foi criado do duque de Aveiro, D. João de Lencastre, e são-lhe atribuídos os títulos de doutor jurista e de cavaleiro da Ordem de Cristo. Exerceu os ofícios e cargos de moço de câmara do Infante D. Duarte (1540), moço de câmara de D. João III, escrivão do tesouro da casa real (1553–1563), Tesoureiro do Tesouro Real (1563–1575) e Tesoureiro do Armazém da Guiné e Índia (1580–1583). Em 1550, Jorge Ferreira de Vasconcelos encontra-se em Lisboa, pois descreve no «Memorial das Proezas da Távola Redonda» o Torneio de Xabregas. Foi casado com D. Ana de Souto, senhora nobre. Perdeu um filho jovem, Paulo Ferreira, em 1578, na batalha de Alcácer Quibir. Confirma-se ainda que, em 1584, a sua filha, Briolanja Mendes de Vasconcelos, se casou, na freguesia do Sacramento, com Dom António de Noronha, que viria a ser o promotor das edições seiscentistas das comédias «Ulysippo» e «Aulegrafia». Morreu em 1585 e foi enterrado no cruzeiro central da igreja da Trindade, desaparecida no Terramoto de Lisboa.
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