Os diários de Vergílio Ferreira, agora publicados em 3 volumes, são um dos testemunhos mais impressionantes da literatura portuguesa do século xx. Este terceiro volume corresponde aos anos de 1989 a 1992.
Os diários de Conta-Corrente constituem um dos documentos mais impressionantes da vida cultural dos anos setenta e oitenta (cobrindo os anos de 1969 a 1992). A importância documental e literária deve-se à qualidade dos textos do autor e à natureza das suas confissões e reflexões — sendo uma extraordinária fonte de dados para o conhecimento da vida e história portuguesas desses anos.
Tal como os grandes diários de autores como Franz Kafka, Lev Tolstoi, Raul Brandão, Miguel Torga, Thomas Mann ou Virginia Woolf, Conta Corrente não é importante apenas do ponto de vista literário. Pela abundância de pequenas histórias sobre o meio literário e político português da época, bem como pela acuidade, autenticidade e profundidade das suas opiniões, a obra constitui um enorme espólio de testemunhos sobre o seu tempo real.A sua leitura é uma extraordinária fonte documental para compreender um período tão importante como decisivo na vida da sociedade portuguesa, além de nos dar uma imagem pessoal e geracional de um dos maiores autores portugueses do século XX.
| ISBN | 9789895821266 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 1096 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Quetzal |
| Categorias |
Livros > Literatura
Vergílio Ferreira
Vergílio Ferreira nasceu em 1916, em Melo (Gouveia), e morreu em 1996 (Lisboa). Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e foi professor do ensino secundário. É um dos maiores romancistas e ensaístas portugueses do século XX. É o autor de romances tão celebrados como Manhã Submersa (1954) e Aparição (1959), com preocupações de natureza metafísica e existencial. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras da literatura portuguesa. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores ou a natureza da arte são recorrentes na sua produção literária, tanto de ficção como de ensaio. Das suas últimas obras destacam-se Para Sempre (1983), Até ao Fim (1997) e Na tua Face (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992. |


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