O fim da II Guerra Mundial, em 1945, trouxe consigo o início ou aceleramento de processos que se provaram inexoráveis – a devastação das metrópoles europeias e a ascensão de duas novas super-potências de tradição anticolonial leva os países colonialistas a adotar diversas estratégicas e posições perante este fenómeno. Inserindo-se na tendência historiográfica que tem procurado matizar a ideia do ‘orgulhosamente sós’ que se tornou estereótipo do Estado Novo, este livro aborda as relações de Portugal com um país pouco estudado pela historiografia portuguesa – a Bélgica – principalmente no palco africano. É, no fundo, um ensaio exploratório nas relações entre dois países de características semelhantes – potências de média ou pequena dimensão, católicas e tuteladas pelas principais potências ocidentais (Grã-Bretanha e Estados Unidos da América) – com o objetivo principal de estimular o interesse na sua temática.
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“Num período de produção historiográfica mais recente, têm surgido estudos de História diplomática e política que têm privilegiado as relações de Portugal com potências de segunda ordem, permitindo obter um quadro interpretativo cada vez mais completo e complexo, ultrapassando a ideia de uma História diplomática portuguesa da segunda metade do século XX exclusivamente pautada pelas relações com a Grã-Bretanha e com os EUA, contrariando a expressão do ‘orgulhosamente sós’ proferida por Oliveira Salazar a 18 de Fevereiro de 1965. […] Concretizando, é da Bélgica e de Portugal – das suas relações político-diplomáticas – que este livro se ocupa.”.
| ISBN | 9789895666096 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 176 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Manuel Martins
Manuel Martins é licenciado e mestre em História, na vertente de História Contemporânea, pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, com uma dissertação sobre as relações luso-belgas no plano colonial efetuada sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Aires Oliveira. Os seus interesses de investigação incidem sobre os estudos políticos e diplomáticos do século XX, a Guerra Fria e o colonialismo tardio, nomeadamente na ótica metropolitana. Foi investigador nos projetos História, Memória e Património do Partido Socialista (HTC-CFE), História Memória e Património da Polícia de Segurança Pública (HTC- CFE) e Examinar a Descolonização de Timor-Leste, 1974-82: o Relatório Riscado (IHC). |


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