No Fédon, de Platão, assistimos às horas finais do filósofo Sócrates. Condenado a uma dose mortal de cicuta antes do cair da noite, Sócrates escolhe passar o seu último dia em diálogo com os seus discípulos. Debate-se o conceito de conhecimento como reminiscência das ideias, mas o tema central do diálogo é a imortalidade da alma e o consequente dever do homem de viver virtuosamente, para que após a sua morte a alma possa transitar para um sítio bom. Demonstrados os seus pontos, Sócrates banha-se, para que o seu corpo não tenha de ser limpo post mortem e, apesar de antes da hora preceituada, toma a cicuta: sente-se pronto e seria ignominioso arrastar o momento. O objectivo da filosofia de preparar o homem para a morte é por excelência encarnado em Sócrates, que parte em serena dignidade após uma vida dedicada à busca pelo conhecimento.
| ISBN | 9789897831836 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 192 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Relógio d’ Água |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Platão
Platão, filósofo grego, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, viveu sensivelmente entre 423 e 348 a. C. Nasceu em Atenas e aí fundou a famosa Academia, onde ensinou as suas doutrinas filosóficas. Foi contemporâneo da democracia ateniense e dos sofistas, os quais combateu fervorosamente. A sua filosofia tem por coroamento a teoria das ideias: a verdade, objecto da ciência, não está nos fenómenos particulares e passageiros, mas nas ideias, tipos puros, ou arquétipos, de cada grupo de seres, de que cada exemplar é uma cópia mais ou menos imperfeita. |


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