Memória do Fogo I (1982-1986) é a obra de maior fôlegode Eduardo Galeano, fruto de anos de investigação eescrita. Trilogia monumental que desafia as categorias dehistória e ficção – incompatíveis com a necessidade deexpressar a vitalidade do mundo, segundo o autor –, é «atentativa de resgatar a história viva das Américas emtodas as suas dimensões, aromas, cores e dores»,traçando a vida de um continente, desde os tempos pré-colombianos até aos anos 80, e formando, para muitos, omais belo historial deste território.
O primeiro volume, que se estende das mitologiasindígenas sobre a formação do continente ao início doséculo XVIII, e no qual se sucede um caleidoscópio deconquistados e conquistadores, deuses e crenças,encerra também um enredo mais vasto: o choqueviolento e estrepitoso entre o Velho e o Novo Mundo.
| ISBN | 9789726084204 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 416 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Literatura
Eduardo Galeano
Eduardo Galeano (1940-2015) – «inimigo da mentira e da indiferença», segundo John Berger – notabilizou-se como um dos mais apaixonados ativistas e escritores latino-americanos. Nos cafés de Montevideu, despertou para o «arco-íris da humanidade», para o colorido das gentes e dos pequenos gestos, e aprendeu a escutar a dignidade das vozes das ruas. Com um percurso intensamente político, Eduardo Galeano foi, nos anos 60, editor do mítico Marcha, principal jornal de esquerda uruguaio, e, se sonhara ser jogador de futebol em criança, cedo se tornou um ponta-de-lança dos oprimidos e dos sem-voz, fintando o silêncio a que estavam condenados. A publicação de Veias Abertas condenou o autor à prisão e forçou-o ao exílio na Argentina, onde esteve nas listas dos esquadrões da morte, e em Espanha. A sua voz alimentou o fogo de movimentos contestatários, ecoou entre o nevoeiro do Chiapas, em 1996, e entre os indignados de Madrid, em 2011. Na sua obra premiada, alheia a géneros, destacam-se a trilogia Memória do Fogo (1982-86), O Livro dos Abraços (1989), As Palavras Andantes (1993), Espelhos (2008) e Mulheres (2015).
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