(tanto quanto se pode sê-lo) numa entrevista publicada há dias no Público com Coimbra de Matos. O psicanalista mudou de opinião e assume-o (quem faz isso neste canto em que a coerência tem um valor absurdo?). «Na psicanálise estou mais interessado no futuro do que no passado.»
Alguém que passou a vida à conta do passado («o que aconteceu com a mãezinha, com o paizinho») está sintonizado com o que as pessoas projectam para o presente e o futuro.
Contraria uma Europa psicanalítica que achará que o homem deve ser internado numa ala psiquiátrica em Baku.
A sua teoria actual é a de que o paciente, ao longo da vida, vai aprendendo novos modos de entender o mundo e vai mudando. Uma perspectiva mais pragmática. Chega a dizer que é importante pôr em prática a ideia americana
dos três «g» no que toca ao amor: «Good, giving and game.» O que quer dizer, no seu entendimento, «bom, generoso e divertido». E acrescenta: «O bife que me interessa é o que vou comer logo à noite, não é o que comi
ontem.»
« Portugal devia deitar-se no divã de Coimbra de Matos.»
Nuno Costa Santos
in Revista de Sábado, n.º 617 de Março/Abril 2016
| ISBN | 9789727963546 |
|---|---|
| Ano | 2016 |
| Editora | Climepsi Editores |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Psicologia
António Coimbra de Matos
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