Muito se escreveu sobre o carácter filosófico d’A Montanha Mágica de Thomas Mann. No entanto, a julgar pela caracterização do sanatório alpino, no qual o protagonista, meditabundo e entorpecido, passa sete anos da sua vida, falha‑se o alvo. Se A Montanha Mágica é um livro filosófico, não o é em virtude dos seus temas, mas porque dramatiza uma interrogação sobre as vantagens e os inconvenientes da distância para o pensamento. Será a distância — simbolizada pela montanha — um incentivo à reflexão? Ou será um subterfúgio para não agir, um pretexto para a indiferença, para a desistência, para a cobardia? E qual será a alternativa? Hoje, em tempos de aceleração tecnológica, radicalização política e guerra iminente, esta pergunta — que foi a de Mann — é também a nossa.
| ISBN | 9789896719043 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 176 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Literatura
João Pedro Cachopo
João Pedro Cachopo lecciona Filosofia da Música na Universidade Nova de Lisboa, onde é membro do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical e colaborador do Instituto de Filosofia da Nova. Os seus interesses, atravessando os domínios da musicologia, da filosofia e dos estudos de media, incluem o impacto da revolução digital na cultura contemporânea, a relação entre as artes e questões de performance, dramaturgia e remediação. É o autor de Callas e os Seus Duplos (Sistema Solar, 2023), A Torção dos Sentidos (Sistema Solar, 2020; Elefante, 2021) e Verdade e Enigma: Ensaio sobre o Pensamento Estético de Adorno (Vendaval, 2013), que recebeu o Prémio do PEN Clube Português na categoria de Primeira Obra em 2014. |


Reviews
There are no reviews yet.