No dia mais quente de Junho, o último dia de aulas, o professor chegou à sala, sentou-se diante da turma, empunhou um revólver e deu um tiro nos miolos. Compreender porque o fez obriga a recuar à infância de José, o ainda jovem docente, num exercício de arqueologia que desenterra feridas medíocres, pequenos traumas, terrores nocturnos e sonhos molhados.
Entre amores e desamores, incluindo (sobretudo) o da literatura, o narrador anónimo e quase omnisciente conduz-nos pelo campo minado de uma existência mesquinha que se podia confundir com a sua, em que o sonho de ser poeta não exclui o de se tornar estrela de rock, e mostra-nos o pequeno e enfezado José, millennial a contragosto, fazendo-se gradualmente professor sem vocação, amarrado a um sistema de ensino decrépito que o coloca, depois de anos de deambulação, a 300 quilómetros da terra a que já não se atreve a chamar casa.
| ISBN | 9789899336018 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 336 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Minotauro |
| Coleção | Minotauro Ficção |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Ricardo Mangerona
Ricardo Mangerona nasceu em Portalegre, em 1991. É tradutor de ofício e eterno estudante de línguas e literaturas. Traduziu, entre outras, obras de André Gide, George Sand, Terry Eagleton e William Hazlitt. Formou-se na Universidade Nova de Lisboa, onde ainda é doutorando em literatura tradicional e oral. Vive no Barreiro. |


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