A poesia de Armando Romero não tem precedente em nenhuma escola ou grupo conhecidos.
Não lhe encontro essas raízes, esses rastos que denunciam presenças alheias, visões retomadas,condição, já agora, nada pejorativa sempre que essas presenças e essas visões sejam grandes eválidas. Encontro na poesia de Romero um aproximar-se, um palpar e um narrar, depois, ummundo que lhe é essencial e que só se pode partilhar através da fenda dos seus poemas.
Que invejável e que terrível é esta condição. Não me parece que esta poesia usufrua− ou sofra,dependendo do ponto de vista− do que se costuma chamar uma grande difusão, uma certapopularidade. São poemas escritos só para o poeta, são como água que uma nora febril devolveprimeiro ao seu leito.
Fazer esta poesia, vivê-la como a viveu Armando Romero, é o que faz de um poeta um conde–nado. Daí a desolação e o amor, a desordem e a felicidade que semeia à sua passagem por entretoda a gente, «oh, a gente inculta, sempre a dar opiniões!».
Álvaro Mutis
(VI Prémio Rainha Sofa de Poesia Ibero-Americana)
| ISBN | 9789899214095 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 148 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Editora Exclamação |
| Coleção | Piedra do Sol |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Armando Romero
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