Como de mim ignoro quase tudo, o que olvidei que peso me concede? Um rio, uma pedra no seu fundo. A mão que cheia de água mata a sede. O rio segue, muge, corre mudo, a ave pousa no areal, mui leve, algumas gotas na penugem. Segue. O rio é rio, dele vejo um troço. Aceito que nasceu, depois fenece. Velho, desdenho do que fui em moço, moço, não cria que seria velho .No intervalo, já maduro, achei uma harmonia. Brevíssima benesse. País sem nome. Terra onde fui rei.
| ISBN | 9789723621365 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 86 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Afrontamento |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Ricardo Lima
Nasceu em 1942 na cidade do Porto, onde vive. Participou, como muitos da sua geração, na oposição ao regime salazarista. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Profissionalmente, ao longo de quase toda a vida, trabalhou nas áreas da cultura e da habitação social. Tempo Laboreiro foi o seu primeiro livro de poesia, publicado em 2014, seguindo-se em 2017 Suíte Rústica – Fraldeu em Espelhos, ambos nasEdições Afrontamento. |


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