Tomás de Aquino (1225-1274) e Sigério de Brabante (c.1240-c.1284) ensinaram na Universidade de Paris praticamente aomesmo tempo, mas em faculdades diferentes. Tomás de Aquino era frade dominicano e por duas vezes foi mestre naFaculdade de Teologia, Sigério de Brabante era eclesiástico secular e foi mestre na Faculdade de Artes, a escola de Filosofiae de estudo da natureza nas universidade medievais. Embora ambos reconhecessem em Aristóteles um modelo deracionalidade científica a seguir, divergiam no modo de seguir a sua autoridade e os seus argumentos, Sigério mais inclinadoa seguir as suas posições independentemente dos dados da fé, Tomás procurando sempre uma interpretação rigorosa e quenão se afastasse dos dados da fé. Os dois textos que se publicam neste volume, sobre a então muito debatida «questão daeternidade do mundo» e escritos entre 1270 e 1272, aplicam-se a dissecar hipóteses diferentes na tentativa de compreenderas possibilidades de uma demonstração racional da eternidade do mundo, hipótese para muitos dos seus contemporâneosnegada taxativamente pela fé na revelação bíblica da criação do mundo a partir do nada. Recorrendo aos instrumentos darazão, os dois textos testemunham o debate sobre os limites da razão filosófica e a sua oposição ou conciliação com os dadosda revelação.
| ISBN | 9789723613551 |
|---|---|
| Ano | 2013 |
| Número de páginas | 208 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Afrontamento |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
José Maria da Costa Macedo
Professor aposentado do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde lecionou diversas disciplinas, entre elas Filosofia Medieval. Nesta área publicou diversos estudos com particular interesse por temas metafísicos, sobre autores como Agostinho de Hipona, Escoto Eriúgena, Anselmo de Cantuária, Boaventura de Bagnoregio, Tomás de Aquino, Duns Escoto.
|


Reviews
There are no reviews yet.