Vira Bicho é um delírio sobre a sátira da escrita, amealhando em cada divagação as contradições de uma sociedade abusadora e despudorada, numa repulsa face à subserviência, uma revolta contra a alienação, um nojo face a qualquer tipo de purificação. Num bairro sub-urbano, onde a própria narradora-autora-e-alter-ego residiu, surgem personagens rasteiras, ardilosas e torpes que se cruzam com memórias da infância e episódios-chave da maturidade. Um livro onde não é fácil entrar e de onde se sai em estado de tensão. A autora não deixa de nos avisar: «Foi sempre o que a escrita quis de mim: brincar aos crimes e ao riso dos amores atraiçoados.
| ISBN | 9789899154896 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 104 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Companhia das Ilhas |
| Coleção | TERCEIRA MARGEM |
| Categorias |
Livros > Literatura
Eduarda Chiote
De formação filosófica, trabalhou em áreas diversificadas: psicologia industrial, cinema, literatura. Gosta de ideias claras, belas e desafiantes e encara a escrita como um vício. Estreou-se nesta em 75 com «Esquemas» (poesia), a que se seguiram “Estilhaços” (fragmento poético incluído na «Nova Poesia Portuguesa I») e «Travelling» (em parceria com Helga Moreira). A partir de «A Décima Terceira Ilha» (ficção) – “um texto inteligente porque nele a vida pouco colhe de sonho. A sua violência encontra-se na subjacente aspiração ao real verdadeiro a esse mito «As Crianças Não Escolhem, Dizem Tudo»” (Ana Hatherly, Colóquio) -, opta pela poesia e publica mais seis livros: «Altas Voam Pombas», «A Preços de Ocasião», «Branca Morte», «A Celebração do Pó», «Não me Morras» e «O Meu Lugar à Mesa» (Prémio Teixeira de Pascoaes). Regressa à ficção com «Não É Preciso Gritar» com a mesma violência onde “se precipita o amor e o desencontro”. No prelo, a ser publicado ainda em 2008, está «Poesia Completa», incluindo um livro inédito, “Mater“. |


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